quinta-feira, 8 de março de 2012

PSICOPOETA

Não mimo o verso, sou poetassassino.
Degolo o que parece alexandrino.

Amputo o soneto, mato em haicai,
torturo o verso-livre mais e mais;
as penas que tive, as dissemino

e espero que tenhas todas iguais.
Que é para ver se teu sangue me lava,
levando essa dor em tripa e palavra.

8 comentários:

Unknown disse...

Bem visceral,meu caro!

Ira Buscacio disse...

Das tuas penas, tb peno!
Psicopoeteria adorável
bj

Cynthia Osório disse...

desregrar tem mais graça!

Jullio Machado disse...

Depois de toda essa carnificina, só lhe resta o expurgo.
Abraços!

Unknown disse...

poeticamente não conseguiste teu intento, pois que a poesia mesmo que triste ficou linda!
beijos

Cris de Souza disse...

Poemaço!!!

Elisa T. Campos disse...

Gostei
E ri muito também dos comentários.
És um poeta interessante.
bjs

Emanuel Madeira disse...

Belo poema!!!!
Abraço e SARAVÁ