quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Tormenta no Planeta Vermelho


a D. Everson e os demais marcianos por demais

A chuva ácida de Marte
corrói os meus pensamentos,
destrói concretos-momentos
e espalha ao léu suas migalhas

com o passar de seu tempo
é a tempestade que entalha
desertos, moinhos de vento
e carrancas pelas muralhas

Então, mostro a carne nua
espero que me moa o osso,
exiba o cérebro exposto
e eu peça: “Vem! Me destrua!”

Mas se tu não estás disposto
a dissolver-te em tua arte,
não provas seu amargo gosto,
por nojo, nem tiras a luva,
é melhor não vir a Marte
sem a tua capa-de-chuva.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mandalas

O sol permeia minha veia
Doce, doce teia
Neural!
Sinapses!
Elipses!
Espiral!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cismado

Sol do caralho, Conde da Boa Vista,
cavalgo meu espírito fatalista

desprovido de qualquer sonho ou luto
como um navegante sem terra à vista
perdendo os dentes graças ao escorbuto.

É meio-dia na minha caixa craniana,
e dentro meu cérebro ferve, frita,
desolado com a estupidez humana.