pelo lixão da Muribeca,
sem isso a fome é tão certa
quanto o sol nasce no outro dia.
Ter um nome de Hollywood
não lhe poupou das pernas tortas,
nem dos urubus que à miúde
retornam ao alto de sua porta.
Incomoda uma dor no peito,
mas importa mais sua barriga.
No seu rosto, o olho já seco,
drenado pela própria vida,
não carrega choro, nem lume,
somente chorume.
9 comentários:
Uma triste realidade num país que se diz desenvolvido.Parabéns.
Isso é nosso Brasil dos contrastes.
Um poema de lixo para um país em degradação!
Belo poema!!!!
forte realidade de quem tem a periferia do mundo no centro da poética.
gostei ...
Que luxo de poema, cara!
pesado
O que o vento não leva, certamente, é essa poesia enraizada de mundos que vc produz, Lucas. Meus cumprimentos pela classificação no #TOC 140, poeta.
Isso é a Avenida Brasil!
Qr dizer q o lixão da novela é na Muribeca?
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