quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mais Valia (II)


O café e o cigarro
movem a máquina
chamada trabalho.
Seus benefícios
estão no pigarro
e no catarro,
que movem comícios,
rodas de carros
e homens de barro
cheios de vícios
em seus edifícios
feitos do escarro,
também do suplício
do suor do ofício
de quase-escravos,
que são o resquício
de um mundo bizarro.

Mas camuflá-lo
é só o artifício
dos que apunhalo,
que sem exercício
(ou sacrifício)
com cristas de galo
regem este hospício,
riem, tiram sarro,
fodem o orifício
dos que me igualo.

3 comentários:

Unknown disse...

"fodem o orifício"

o verso mais realista ao se tratar de mais valia que já vi!!!

O poema ficou bom demais!!!!

Unknown disse...

A mais valia é mais uma merda que impera sobre nós...

Até mais Lucas...

Lucielle Wiermann disse...

uau! esse é dos fortes...
não acho a palavra comentável!!