sábado, 20 de agosto de 2011

DEVIR

Quando eu for pouco menos que uma lembrança
E pouco mais que o sustento de uma planta

Esperarei brotarem em botões
Os dias que estavam já enraizados
Nas negras paredes de meus pulmões

E assim cumprirei a sina de ser gente
Guardado no chão duro argiloso
Plantado lá, como uma semente

4 comentários:

Jéssica do Vale disse...

Que estejas plantado como semente.
Semente boa.

Unknown disse...

Muito bom! Excelente!

Fred Caju disse...

Excelente poema, excelente estrutura.

Lucas Holanda disse...

É a semente da loucura no juízo do ser humano! :)