quinta-feira, 5 de maio de 2011

NOSSA SENHORA DA SOLEDAD

Nossa Senhora da Soledad,
Bendizei o poeta que sozinho
relê o seu verso e o reescreve

Como eremita, isolado em seu Eu,
Espiona os versos escondidos
Nos lugares insólitos da alma

Bendizei,
para que em sua descrença,
O poeta descubra-se deus
de seus versos solitários

2 comentários:

Marcantonio disse...

Rapaz, esse poema é incrível. Momento de grande inspiração! Ou de bendito trabalho solitário.

Um abraço.

Lucas Holanda disse...

Obrigado pelo elogio, colega! Esse é um daqueles poemas que gosto de ter escrito!