quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

DARWIN

Por um descuido
esmago um sapo.
Em minha mente
fica seu retrato.
Ficam suas tripas
em meu sapato.
Enquanto limpo
o seu substrato,
firmamos um
só mudo pacto:
adapte-se.

8 comentários:

Unknown disse...

o sapo não desvia do pé! Não desvia por que não quer...

Os mais aptos sobrevivem...

Belo poema!

Luiz Filho de Oliveira disse...

A "seleção natural" é mesmo muito cruel! Já a seleção poética de seu blog está muito boa, Lucas. Parabéns!

Jefferson Bessa disse...

O estalo do poema em instante da severa adaptação. Prazer conhecer seu blog, Lucas!

Unknown disse...

Prezados amigos,

A coluna Haicais de Domingo(http://poetasdemarte.blogspot.com)parece não estar atualizando.

Visite-nos mesmo assim. A entrevista dessa semana é com Raul Motta.

Desde já agradeço a presença de vocês!

Muita Paz!

Darwin Bruno disse...

Me gusto'.

Lucas Holanda disse...

así es, darwin! :)

Nicast disse...

é a vida... em seu poema.

Aprendiz do amor disse...

a tudo a gente se adapta, mas não devia!