como uma poesia augusta, angélica e caída.
Distingue-te de uma batráquia vida,
dispensando o coaxar d'outro poemeto.
Lembra aquele momento purulento
ao abrir-te a própria e tão branca barriga,
restou só a cicatriz, onde houve a ferida,
mas lateja ainda no áspero cimento.
Decola, na tua asa dolorosíssima,
a enganar-se na esperança mais íntima
dada ao teu ensanguentado coração.
Pode ir. Em, tua dor, respira a verdade
sobre essa mentira da humanidade
que se mata no mesmo mundo cão.






