sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Quando não falam os anjos.

Vamos lá, sobe, decola soneto
como uma poesia augusta, angélica e caída.
Distingue-te de uma batráquia vida,
dispensando o coaxar d'outro poemeto.

Lembra aquele momento purulento
ao abrir-te a própria e tão branca barriga,
restou só a cicatriz, onde houve a ferida,
mas lateja ainda no áspero cimento.

Decola, na tua asa dolorosíssima,
a enganar-se na esperança mais íntima
dada ao teu ensanguentado coração.

Pode ir. Em, tua dor, respira a verdade
sobre essa mentira da humanidade
que se mata no mesmo mundo cão.

3 comentários:

Fred Caju disse...

Do caralho! E o segundo verso me bateu direto na mente:

http://www.youtube.com/watch?v=3cOwqR_nvYo&feature=related

Lucas Holanda disse...

que massa! Não conhecia não!

Unknown disse...

Lucas eu escrito é demais e Fred, eu também lembrei do Tom Zé na mesma hora!

Muita paz!