domingo, 19 de fevereiro de 2012

Reescrevendo e PALAVRANDO

PALAVRANDO

Cada pá lavra seu campo
a minha, uma folha em branco.

Se mente do fruto ou da flor
colhida na intensidade da cor
forjando seu cheiro doce 
não é como se a culpa fosse
desta borracha-durafoice
a talhar as hastes dos sentimentos
e a espalhar seus restos e sedimentos
no chão do inconsciente.
Tão pouco é culpa da chuva
e seu gotejar inconsequente
que não permite que feijão ou uva
brote, ecloda de sua semente.

Culpada é a própria pá
que não lavrou
o campo certo
e este mau-agricultor
que se descuidou
deixando a semente exposta,
fraturada a céu aberto.

8 comentários:

Nicast disse...

vc lavrou muito bem, fiz ótima colheita.
bjo

Ale disse...

Sem ela, talvez fosse impossível preparar o terreno,


Bjkas

Luiz Filho de Oliveira disse...

A nós, Lucas, que somos aradores de versos. Saudações poéticas, meu caro net-amigo.

VILMA ORZARI PIVA disse...

Tua lavra é semente bem plantada.
Parabéns! Bjs.

Unknown disse...

Lavrou a alma!

Ira Buscacio disse...

Da tua folha em branco há cheiro de muitos frutos
Boa a tua pá bamba que não cai.
Adorei! bjs

Alysson Serrão disse...

Nossa, lucas...Ótimo mesmo!

Tenha um excelente domingo,


abraços!

Elisa T. Campos disse...

PÁ!!!
Quanta pá lavrando o seu jardim.

Lindo de ler.

Obrigada