Cada pá lavra seu campo
a minha, uma folha em branco.
Se mente do fruto ou da flor
colhida na intensidade da cor
forjando seu cheiro doce
não é como se a culpa fosse
desta borracha-durafoice
a talhar as hastes dos sentimentos
e a espalhar seus restos e sedimentos
no chão do inconsciente.
Tão pouco é culpa da chuva
e seu gotejar inconsequente
que não permite que feijão ou uva
brote, ecloda de sua semente.
Culpada é a própria pá
que não lavrou
o campo certo
e este mau-agricultor
que se descuidou
deixando a semente exposta,fraturada a céu aberto.
8 comentários:
vc lavrou muito bem, fiz ótima colheita.
bjo
Sem ela, talvez fosse impossível preparar o terreno,
Bjkas
A nós, Lucas, que somos aradores de versos. Saudações poéticas, meu caro net-amigo.
Tua lavra é semente bem plantada.
Parabéns! Bjs.
Lavrou a alma!
Da tua folha em branco há cheiro de muitos frutos
Boa a tua pá bamba que não cai.
Adorei! bjs
Nossa, lucas...Ótimo mesmo!
Tenha um excelente domingo,
abraços!
PÁ!!!
Quanta pá lavrando o seu jardim.
Lindo de ler.
Obrigada
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